Ergonomia

O termo ergonomia é derivado do grego ergon (trabalho) e nomos (regras). Na Grécia antiga o trabalho ergon designava o trabalho como arte de criação desenvolvido com satisfação e motivação.

Nos tempos atuais temos várias definições, como a da Ergonomics Research Society do Reino Unido, que define ergonomia como "o estudo do relacionamento entre o ser humano e o seu trabalho, equipamento e ambiente, e particularmente, a aplicação dos conhecimentos de anatomia, fisiologia e psicologia, na solução de problemas surgidos neste relacionamento".

A ergonomia pode ser aplicada nos mais diversos setores da atividade produtiva. Em princípio, sua maior aplicação se deu na agricultura, mineração e, sobretudo, na indústria. Mais recentemente, a ergonomia tem sido aplicada no emergente setor de serviços e, também, na vida cotidiana das pessoas, nas atividades domésticas e de lazer.

No Brasil a Norma Regulamentadora de Segurança e Medicina do Trabalho, através da NR17 visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.

A seguir são mostrados alguns exemplos com figuras ilustrativas da aplicação da ergonomia:

O assento:

  • A altura do assento deve ser ajustável.
  • O encosto deve ter uma suave proeminência para dar apoio a região lombar. Sua altura e inclinação devem ser ajustáveis. Segundo Grandjean, nos locais de trabalho com monitores é recomendável  o uso de cadeira com encosto alto.

  • A profundidade do assento deve ser regulável, de forma que o usuário possa utilizar o encosto sem que a borda do assento lhe pressione as pernas. A borda anterior do assento deverá ser arredondada e voltada para baixo, para evitar a compressão das coxas.

  • Os mecanismos de ajuste devem ser facilmente manejáveis.

  • Recomenda-se a utilização de cadeiras dotadas de rodízios.

Suporte para os pés

As pessoas pequenas podem necessitar de um apoio para os pés a fim de obter uma posição correta para as pernas, sendo necessário quando a altura mínima da cadeira não permite ao usuário descansar os pés no chão.

As coxas devem permanecer horizontais e o ângulo coxa-perna deve ser reto (90º) ou ligeiramente obtuso.

Trabalho em pé

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) recomenda evitar que o trabalhador permaneça trabalhando em pé durante longos períodos de tempo. No caso de não poder ser evitado o trabalho em pé, o posto de trabalho pode ser projetado para que as tarefas sejam exercidas com períodos na posição sentada e em pé, como pode ser observado na figura ilustrativa.

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